// CICLO DE CINE DEBATE ANTI ESPECISTA // 21/03 // 28/03 // 04/04 // SEMPRE ÀS 19HRS //

// CICLO DE CINE DEBATE ANTI ESPECISTA //

ATENCAO!!!!! O SEGUNDO FILME |CARNE E OSSO| ACONTECERÁ EXCEPCIONALMENTE NA QUINTA FEIRA 29.03!

DIA 21/03: TERRÁQUEOS

O filme mostra como funcionam as fazendas industriais e relata a dependência da humanidade sobre os animais para obter alimentação, vestuário e diversão, além do uso em experimentos científicos. Compara o especismo da espécie humana com outras relações de dominação, como o racismo e o sexismo. Faz estudo detalhado das lojas de animais, das fábricas de filhotes e dos abrigos para animais, assim como das fazendas industriais, do comércio de peles e de couro, das indústrias da diversão e esportes, e finalmente, do uso médico e científico. Utiliza-se de câmeras escondidas para detalhar as práticas diárias de algumas das maiores indústrias do mundo, todas visando o lucro com a exploração dos animais. (…)
O documentário tem o mérito de promover um deslocamento da centralidade do homem, colocando-o como igual a todos os animais, seja por sermos todos terráqueos, ou pelo reconhecimento das possibilidades de expressão e sensação dos animais, isto é, todos igualmente reagimos à dor, ao frio, à fome e expressamos isso.

DIA 29/03: CARNE E OSSO (BRASILEIRO)

O documentário Carne e Osso retrata a realidade dos trabalhadores de frigoríficos brasileiros. São histórias de quem trabalha lado a lado com o risco, com a dor, com a falta de sentido e com o descaso de seus empregadores. Do ponto de vista da administração, o tempo todo é possível ver a influência das teorias clássicas da administração. Dá para ver claramente que as pessoas não são o foco dessas empresas. A ênfase é a produção, até a conversa entre os funcionários é reprimida. Os trabalhadores dos frigoríficos passam sua vida atrás de esteiras, que ditam o ritmo de seu trabalho, fazendo com que o homem se adaptem à máquina – robotização do homem. Essas pessoas repetem as mesmas atividades dia após dia. São tarefas repetitivas, como a desossar frangos. Os movimentos são previamente estudados, controlados e padronizados (são cerca de 3 vezes mais movimentos por minuto que o limite seguro), e a busca pelo aumento da produtividade e as péssimas condições de trabalho são queixa constante ao longo do documentário. “Eles querem aumentar mais ainda a produção sem aumentar o número de funcionários e sem pagar hora extra”, reclama um deles. Problemas como tendinite, dores musculares, doenças mentais, depressão são muito mais comuns nesses ambientes. As chances de acidente de trabalho são mais que triplicadas. E os médicos das empresas, acabam, muitas vezes, sendo negligentes com a gravidade dos problemas relatado pelos funcionários. Deixando com que a situação chegue ao ponto de ser irreversível. Segundo os funcionários, quando a empresa percebe os problemas de saúde, dá um jeito de mandar embora. E o maior problema é que, com os problemas de saúde, outras empresas já não querem mais contratar, fazendo com que a única opção para essas pessoas – com pouca instrução – seja o trabalho informal. A alienação é apenas uma das consequências. A tarefa é executada pela simples falta de escolha; não se tem controle nenhum sobre o trabalho.

DIA 04/04: BEHIND THE MASK (“POR TRÁS DA MÁSCARA”)

“Por Trás da Máscara”, a história das pessoas que arriscam tudo para salvar animais” revela os bastidores da ALF, Animal Liberation Front. Foi realizado pela advogada defensora dos direitos animais, Shanon Keith, que passou três anos registrando, entrevistando e editando o filme. Sua intenção é combater as perseguições que a mídia faz ao movimento dos direitos animais. Impactante é um termo insuficiente para descrever a recepção ao filme.

A Frente de Libertação Animal (ALF) é o conceito que une ativistas dos direitos dos animais que usam a ação direta para libertar animais, o que inclui resgatá-los de locais onde estão presos e maltratados ou aguardando a hora de serem mortos. A ALF também prega o boicote econômico a todas as formas de exploração de animais. Qualquer ação direta que promova libertação e que “toma toda precaução razoável para não pôr em perigo vidas de qualquer tipo” pode ser reivindicada como feita pelo ALF, desde que consistente com os objetivos da organização.

Os ativistas da ALF são um modelo de luta sem líderes. As células do grupo, atualmente ativas em mais de 35 países, operam clandestinamente e independentemente uma das outras. Uma célula pode consistir em uma só pessoa. Robin Webb, do Reino Unido, tem uma frase sobre este modelo de ativismo: “… a ALF não pode ser destruída, não pode ser infiltrada, não pode ser parada. Tu, todos e cada um de vocês: vocês são a ALF”

 

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