[FEVEREIRO] ATIVIDADES

[GRUPO DE ESTUDOS] “O Calibã y a Bruxa”, de Silvia Federici. 19h, terças.

20/2: últimos cinco tópicos do primeiro capítulo

27/2: primeiros cinco tópicos do segundo capítulo

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[FOGUEIRA E SARAU] Ritos de Lua Nova. 15/2, quinta, 20h.

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[CINEDEBATE ANTICOLONIAL] sempre às 19h, quartas.

14/2: “Feminismo negro decolonial”, palestra de Ângela Davis

21/2: “Martírio”, documentário sobre a historicidade da luta Guarani-Kaiowa

28/2: “Escolarizando o Mundo”, documentário sobre a colonização por meio das escolas.

// ATIVIDADES E ESPAÇA EXCLUSIVAS PARA MULHERES, SAPATÕES E HOMENS TRANS // CRIANÇAS SÃO SEMPRE BEM-VINDAS //

// ATIVIDADES DE JANEIRO \\ okupA figueirA

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//CALENDÁRIO DE ATIVIDADES OKUPA FIGUEIRA JANEIRO 2018 \\

CICLO DE CINEDEBATE ANTIRACISTA

Dando continuidade aos ciclos de cinedebate temáticos, nesse mês selecionamos quatro títulos que abordam questões antiracistas de vários ângulos.

》Todos os filmes serão exibidos em seu idioma original, com legendas em português

》Começando sempre às 20h, entrada gratuita!

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10/01: ESTRELAS ALÉM DO TEMPO (2016, EUA, drama)
Trailer: https://youtu.be/2CIqexd838s

A história incrível de Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monae) brilhantes mulheres cientistas pioneiras em suas áreas, que enfrentaram o brutal preconceito da sociedade estadunidense, trabalhando em um grupo segregado de mulheres negras na NASA.
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17/01: SET IT OFF – ATÉ AS ÚLTIMAS CONSEQUÊNCIAS (1996, EUA, ação)
Trailer: https://youtu.be/QR3D4RLs3eY

Quatro amigas (Jada Pinkett Smith, Queen Latifah, Kimberly Elise e Vivica A. Fox.) estão passando por um período de adversidades em suas vídas, que incluem traumas como perda de familiares e severas dificuldades financeiras. Para saírem desse inferno, elas decidem assaltar um banco.
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24/01: BLACK GIRL (1996, França, drama) + JENNIFER (2012, Brasil, drama)

Baseado em um conto homônimo de Sembene publicado em 1961, “Black Girl” conta a história de uma jovem senegalesa que vai trabalhar na França com o casal de franceses que a empregava em Dakar. O filme trata de modo único os efeitos do colonialismo, do racismo e dos conflitos trazidos pelas identidades pós-coloniais na África e na Europa. Baseado em um caso real.

Trailer de “Jennifer”: https://youtu.be/YiMEDIm2bVg

“Jennifer” debate mestiçagem e pressões sociais para esconder negritude. A narrativa do média-metragem poderia ser definida como “Uma história que já vivemos por aí”: a história dessa garota de 17 anos, moradora da Vila Nova Cachoeirinha, Zona Norte de São Paulo, cairia muito bem em qualquer uma das quebradas paulistanas. Filha de mãe solteira e de família nordestina, Jennifer enfrenta todos os dilemas comuns aos jovens de periferia. E na luta pela construção da sua identidade, vai descortinando as sutilezas das relações quando o assunto é a questão racial.

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31/01: GET OUT – CORRA! (2017, EUA, terror)
Trailer: https://youtu.be/iIUo_9oZD14

Chris (Daniel Kaluuya) é jovem negro que está prestes a conhecer a família de sua namorada branca Rose (Allison Williams). A princípio, ele acredita que o comportamento excessivamente amoroso por parte da família dela é uma tentativa de lidar com o relacionamento de Rose com um rapaz negro, mas, com o tempo, Chris percebe que a família esconde algo muito perturbador.


GRUPO DE ESTUDOS DO LIVRO “CALIBÃ E A BRUXA”

Grupo de estudos quinzenal sobre o livro Calibã e a Bruxa, da historiadora feminista Silvia Federici.

ENCONTROS DE JANEIRO: terças 16 e 30, a partir das 18h.

LINK PRA DOWNLOAD: http://bit.ly/2EtQg9W

O livro discorre sobre a violência brutal empreendida contra as mulheres durante a transição do feudalismo para o capitalismo na Europa, e sustenta que a “caça às bruxas” relacionou-se diretamente com criação de um novo sistema econômico, forjado na escravidão, na colonização e na exploração e dominação do corpo e dos saberes femininos. O título da obra faz referência a duas personagens shakespearianas — Calibã e sua mãe, Sycorax, uma bruxa — para simbolizar a dimensão sexista e racista que o capital impõe a quem resiste à sua ordem.

Baseada em uma exaustiva pesquisa documental e iconográfica, e em farta bibliografia, Silvia Federici argumenta que o assassinato de centenas de milhares de bruxas foi, juntamente com a submissão dos povos africanos e americanos, um aspecto fundacional do sistema capitalista, uma vez que designou às mulheres o papel de “produtoras de mão de obra”, obrigando-as, pelo terror, a exercer gratuitamente os serviços domésticos necessários para sustentar os maridos e os filhos homens que seriam usados como força de trabalho do sistema nascente.


RODA DE CONVERSA SOBRE SEPARATISMO – DIA 23/01 AS 19HRS 

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《ESPAÇO EXCLUSIVO PARA MULHERES, SAPATÕES E HOMENS TRANS》

 

// ATIVIDADES DE DEZEMBRO \\ OKUPA FIGUEIRA

 

CICLO DE CINEDEBATE SAPATÃO – de 13 de dezembro à 27 de dezembro (QUARTAS-FEIRAS) às 19hrs

CHEGA AÍ SAPATÃO (ou não-sapatão)!!  VAI TER FILME E PIPOCA!

Toda quarta-feira do mês de dezembro tá rolando CINE + DEBATE sobre filmes de temática lésbica. Na duas últimas quartas-feiras, assistimos o filme “Bessie” e o filme “Eletroshock” — confere aí o que vai rolar nas próximas! Sempre começando às 19h:


20/12: “A INCRÍVEL HISTÓRIA DE DUAS GAROTAS APAIXONADAS” (1995, Estados Unidos, romance/comédia)

Randy, uma garota pobre que tem vida desregrada, conhece Evie, garota rica que leva uma vida certinha e monótona. O que começa como uma amizade colegial evolui para um amor que passa por cima das distinções entre elas. O filme é leve e mostra a deliciosa ingenuidade do primeiro amor.

Trailer (em inglês): https://www.youtube.com/watch?v=CVyg1xk1HdM

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27/12: “PARIAH” (2011, Estados Unidos, drama)

Alike é uma garota de 17 anos que enfrenta problemas demais para a sua idade. Além de sofrer de baixa auto-estima, a adolescente precisa decidir entre expressar sua sexualidade abertamente ou obedecer os seus pais e seguir os planos que eles têm para ela. O filme foi produzido por uma diretora sapatão, a Dee Rees.

Trailer (em inglês): https://www.youtube.com/watch?v=rbBiTlGhrPY

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OBS: Todos os filmes serão exibidos em língua original e legendados em português. Os trailers estão sem legenda pois não achamos legendados mesmo!

// TROKA DE IDEIA SOBRE RESISTÊNCIA SAPATÃO – 21/12 (QUINTA-FEIRA) às 19hrs \\
Troka de ideia sobre as diversas resistências sapatônicas que praticamos no dia-a-dia, no trabalho, no cotidiano, na rua. Como podemos nos fortalecer dentro dessa especificidade, como combater as diversas opressões que sofremos e como podemos criar uma potência para articular uma resistência forte de combate à essas ofensivas do patriarcado contra nós.

 

OBS2: Manas que são mães: crianças são muito bem-vindas!

ESPAÇO EXCLUSIVO PARA MULHERES, SAPATONAS E HOMENS TRANS

Convida a galera aí!

vamooooooooooooo

Okupa Figueira: Você também pode ajudar a construir esse espaço!

A okupa Figueira resiste há quase dois anos na cidade de Porto Alegre, sendo um espaço para a vivência das práticas de autogestão, em busca da autonomia em relação ao sistema heteropatriarcal e capitalista em que vivemos. No ano de 2016 e 2017, muitas atividades aconteceram, e queremos que o fluxo siga assim para o próximo ano deste calendário gregoriano.

Você tem uma proposta de atividade ou mesmo de moradia pra Figueira? Entra em contato com a gente, chega aí, proponha! Esse espaço, antes ocioso, foi aberto e okupado justamente com o intuito de ser um lugar onde os projetos direcionados pra mulheres, sapatonas e homens trans tenham a oportunidade de acontecer! 

Então, quer fazer uma oficina, roda de conversa, aula, vivência, evento, show, sarau, cinema, reunião, grupo de estudos (ou outra coisa) aqui na Figueira? Seja bem vinda ou vindo! Lembrando que propostas de moradia são igualmente bem-vindas. 😉

______a presença qualquer homem cis não é tolerada neste espaço_______
______a presença qualquer homem cis não é tolerada neste espaço_______
______a presença qualquer homem cis não é tolerada neste espaço_______

 

// RIFA SOLIDÁRIA À OKUPA FIGUERA \\

Dentre as várias deteriorações presentes na kasa que okupamos há um ano e meio, o telhado é com certeza a mais crítica: chove muito dentro da okupa. Para custear esse conserto, promovemos um jantar sem preço no restaurante vegano Germina, e agora também estamos sorteando uma rifa com vários prêmios. Quer ajudar na autogestão da Figuera e ainda correr o risco de ganhar algum desses presentões?

// Prêmios da rifa \\

1: Uma bicicleta aro 26

2: Uma tattoo na técnica handpoke

3: Uma cesta de rangos veganos

4: Um kit de patches D.I.Y

5: Um kit de fanzines

6: Uma garrafinha de cachaça artesanal de 350ml

O preço de cada número é R$ 4,00; o sorteio será realizado no lançamento do livro La Cerda Punk dia 31/10, aqui na okupa. Para comprar seu número, envie um email para figueira@riseup.net

Se quiser ajudar a divulgar e vender a rifa, envie um email também!

APOIO:

Tatuadorx Velvet Nu
A Capuchinha – cozinha vegana artesanal
Suinã – feira independente

[26.08 a 01.09] II SEMANA DA VISIBILIDADE LÉSBICA

[26/08-SÁB] Abertura da II Semana da Visibilidade Lésbica às 15h // Roda de conversa: Resgate da identidade sapatão na infâcia às 15h30 // Oficina de fanzine às 19h
[Traga suas fotos e lembranças (escritos, histórias, relatos, objetos…) de experiências sapatônicas na infância pra troca de ideia.]

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[27/08-DOM] Oficina de autodefesa às 15h

[28/08-SEG] Roda de conversa/resgate histórico: Memória sapatão – lésbicas no século XX às 19h

[29/08-TER] Roda de conversa anti-carcerária: situação de lésbicas y mulheres encarceradas por legítima defesa às 19h

[30/08-QUA] Cine: “Eu, Olga Hepnarová”* (2017) às 19h

[31/08-QUI] Cine: “Bound – Ligadas pelo Desejo”* (1996) às 19h

*os títulos são sujeitos a modificação

[01/09-SEX] Varieté Artística (palco aberto) + fogueira + música às 19h
[Traz tua performance, tua poesia, tua música, teus malabares, tua arte ou não-arte y vem dançar em volta da fogueira tomando aquela cachacinha artesanal pra celebrar o fim da II Semana da Visibilidade Lésbica!]

ökupafiguërä

Visualizamos e sentimos na pele que existe uma guerra social. Estamos lutando todos os dias, tentando nos manter vivas e sãs, dentro dessa sociedade capitalista, hierárquica, racista e patriarcal. Esse último braço do sistema opressor apaga, silencia, tenta destruir as mulheres e as pessoas trans, e todos esses braços, juntos, reforçam o que nós queremos destruir: a exploração e a submissão. O patriarcado, nocivo às nossas vivências, dificulta e muitas vezes impossibilita a construção da nossa autonomia, delegando o controle sobre nossas corpas y mentes à ele mesmo. Resolvemos tomar esse espaço de volta, não esperar que nossa liberdade nos seja dada. Não pedimos licença, não negociamos, não “esperamos pelo melhor momento”. Entendemos que para a reconstrução de uma realidade diferente, há que ter coragem e força para fazer agora. Decidimos nos organizar entre nós, priorizar nossas questões e especificidades. Cansadas de atender as demandas dos homens e fazer parte de seus conflitos, decidimos mudar de rota para não mais submeter-nos ao apagamento e silêncio sobre o que vivemos. Protagonizamos nossas experiências e percepções de mundo, e entendemos como indispensável um espaço que se preocupe em ouvir y compreender essa luta. Mais que isso, espaços que potencializem nossas vivências.
A figueira surgiu em março de 2016. Um rompimento das portas e janelas, a construção de uma alternativa entre as alternativas. Adentramos esse espaço também porque ele estava ocioso, abandonado, sem gente a viver nele. Acreditamos na possibilidade de cada indivídux dentro e fora da cidade de agir diretamente a favor daquilo que acredita. De caminhar em direção ao seu instinto de liberdade, sem esperar de algum tipo de política de representatividade partidária, ou esperar pelos macetes da “democracia” para agir no presente. Atualmente, existem 40 mil casas abandonadas em Porto Alegre; e se existem tantas pessoas sem casa, como há tanta casa sem gente?
Também precisamos psicologicamente de um espaço para viver a autonomia, a autogestão, a coletividade, para nos fortalecer, nos organizar enquanto indivíduxs, e enquanto coletividade, fazer arte (ou não-arte), apoiar-se mutuamente. Coisas que muitas vezes nos foram negadas, ou nem sequer possibilitadas. E queremos continuar movimentando o espaço para que outrxs possam também ter a possibilidade de vivenciar esse tipo de experiência, nos fortalecermos juntxs. É impressionante o fato que não sabemos de nenhuma outra ocupação separatista (exclusiva para mulheres e pessoas trans) nesse vasto território que chamam Brasil. Queremos expandir a potência de destruição/reconstrução da vivência separatista para muito além do espaço físico que habitamos; que esse primeiro espaço ocupado entre tortas-monstrans-manas seja apenas a fagulha desse fogaréu.

– Apoio-mútuo, ajuda y suporte
Sabemos o quão difícil é viver o externo, o sistema. Assim, também observamos muitxs manxs que não têm algum lugar onde se refugiar, não têm onde cair. A figuera é um lugar que busca e tenta ser um espaço seguro para as manas y manes, tentando e aprendendo a não reproduzir aspectos sistemáticos de opressão. Além do espaço físico, também é um coletivo, e nos apoiamos mutuamente, todos os dias compartindo nossos anseios, nossas revoltas, nossos processos, e nos propomos a receber outras manas y manes, sempre buscando respeitar suas experiências y percepções. Todxs somos seres singulares, diferentes, irregulares; e acreditamos na potência do conflito, afinal, não somos y nem queremos ser massa uniforme.
Como retomamos nossa vida de volta, sem construir a nossa autonomia? A baia é um espaço precário, que necessita de reformas constantemente, então não é um lugar exatamente cômodo. Nós nos organizamos horizontalmente, sem patrão ou patrocínio; nos autogerimos, resolvemos nossos problemas com as nossas mãos, com os nossos braços e com as nossas cabeças. Todas as pessoas que transitam o espaço contribuem ativamente para a manutenção dele e fazem com que ele exista todos os dias. Essa forma de se organizar possibilita a resolução dos nossos problemas de outra maneira pra além do dinheiro.
Acreditamos no que as manas y manes, monstras possam fazer para cambiar suas vidas e suas formas de ver e experenciar as coisas. Acreditamos na alternativa à esse sistema, e queremos fazer agora. Porque sim, conhecemos a brutalidade da civilização hetero-capitalista-patriarcal desde nossos corpos, e não aceitamos a limitação da categoria de vítimas desse sistema. Não estamos inertes, e buscamos a propagação da movimentação que buscamos. Somos agentes da contrução do que queremos viver. Te convidamos.

[CINE FIGUERA] Adiado!

Manas! Por motivos técnicos o Cine Figuera (filme “Get Out”) de hoje foi adiado para o próximo sábado, dia 17 de junho. Foi mal o imprevisto y esperamos vocês semana ke vem x)