// ATIVIDADES DE DEZEMBRO \\ OKUPA FIGUEIRA

 

CICLO DE CINEDEBATE SAPATÃO – de 13 de dezembro à 27 de dezembro (QUARTAS-FEIRAS) às 19hrs

CHEGA AÍ SAPATÃO (ou não-sapatão)!!  VAI TER FILME E PIPOCA!

Toda quarta-feira do mês de dezembro tá rolando CINE + DEBATE sobre filmes de temática lésbica. Na duas últimas quartas-feiras, assistimos o filme “Bessie” e o filme “Eletroshock” — confere aí o que vai rolar nas próximas! Sempre começando às 19h:


20/12: “A INCRÍVEL HISTÓRIA DE DUAS GAROTAS APAIXONADAS” (1995, Estados Unidos, romance/comédia)

Randy, uma garota pobre que tem vida desregrada, conhece Evie, garota rica que leva uma vida certinha e monótona. O que começa como uma amizade colegial evolui para um amor que passa por cima das distinções entre elas. O filme é leve e mostra a deliciosa ingenuidade do primeiro amor.

Trailer (em inglês): https://www.youtube.com/watch?v=CVyg1xk1HdM

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27/12: “PARIAH” (2011, Estados Unidos, drama)

Alike é uma garota de 17 anos que enfrenta problemas demais para a sua idade. Além de sofrer de baixa auto-estima, a adolescente precisa decidir entre expressar sua sexualidade abertamente ou obedecer os seus pais e seguir os planos que eles têm para ela. O filme foi produzido por uma diretora sapatão, a Dee Rees.

Trailer (em inglês): https://www.youtube.com/watch?v=rbBiTlGhrPY

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OBS: Todos os filmes serão exibidos em língua original e legendados em português. Os trailers estão sem legenda pois não achamos legendados mesmo!

// TROKA DE IDEIA SOBRE RESISTÊNCIA SAPATÃO – 21/12 (QUINTA-FEIRA) às 19hrs \\
Troka de ideia sobre as diversas resistências sapatônicas que praticamos no dia-a-dia, no trabalho, no cotidiano, na rua. Como podemos nos fortalecer dentro dessa especificidade, como combater as diversas opressões que sofremos e como podemos criar uma potência para articular uma resistência forte de combate à essas ofensivas do patriarcado contra nós.

 

OBS2: Manas que são mães: crianças são muito bem-vindas!

ESPAÇO EXCLUSIVO PARA MULHERES, SAPATONAS E HOMENS TRANS

Convida a galera aí!

vamooooooooooooo

Okupa Figueira: Você também pode ajudar a construir esse espaço!

A okupa Figueira resiste há quase dois anos na cidade de Porto Alegre, sendo um espaço para a vivência das práticas de autogestão, em busca da autonomia em relação ao sistema heteropatriarcal e capitalista em que vivemos. No ano de 2016 e 2017, muitas atividades aconteceram, e queremos que o fluxo siga assim para o próximo ano deste calendário gregoriano.

Você tem uma proposta de atividade ou mesmo de moradia pra Figueira? Entra em contato com a gente, chega aí, proponha! Esse espaço, antes ocioso, foi aberto e okupado justamente com o intuito de ser um lugar onde os projetos direcionados pra mulheres, sapatonas e homens trans tenham a oportunidade de acontecer! 

Então, quer fazer uma oficina, roda de conversa, aula, vivência, evento, show, sarau, cinema, reunião, grupo de estudos (ou outra coisa) aqui na Figueira? Seja bem vinda ou vindo! Lembrando que propostas de moradia são igualmente bem-vindas. 😉

______a presença qualquer homem cis não é tolerada neste espaço_______
______a presença qualquer homem cis não é tolerada neste espaço_______
______a presença qualquer homem cis não é tolerada neste espaço_______

 

// RIFA SOLIDÁRIA À OKUPA FIGUERA \\

Dentre as várias deteriorações presentes na kasa que okupamos há um ano e meio, o telhado é com certeza a mais crítica: chove muito dentro da okupa. Para custear esse conserto, promovemos um jantar sem preço no restaurante vegano Germina, e agora também estamos sorteando uma rifa com vários prêmios. Quer ajudar na autogestão da Figuera e ainda correr o risco de ganhar algum desses presentões?

// Prêmios da rifa \\

1: Uma bicicleta aro 26

2: Uma tattoo na técnica handpoke

3: Uma cesta de rangos veganos

4: Um kit de patches D.I.Y

5: Um kit de fanzines

6: Uma garrafinha de cachaça artesanal de 350ml

O preço de cada número é R$ 4,00; o sorteio será realizado no lançamento do livro La Cerda Punk dia 31/10, aqui na okupa. Para comprar seu número, envie um email para figueira@riseup.net

Se quiser ajudar a divulgar e vender a rifa, envie um email também!

APOIO:

Tatuadorx Velvet Nu
A Capuchinha – cozinha vegana artesanal
Suinã – feira independente

[26.08 a 01.09] II SEMANA DA VISIBILIDADE LÉSBICA

[26/08-SÁB] Abertura da II Semana da Visibilidade Lésbica às 15h // Roda de conversa: Resgate da identidade sapatão na infâcia às 15h30 // Oficina de fanzine às 19h
[Traga suas fotos e lembranças (escritos, histórias, relatos, objetos…) de experiências sapatônicas na infância pra troca de ideia.]

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[27/08-DOM] Oficina de autodefesa às 15h

[28/08-SEG] Roda de conversa/resgate histórico: Memória sapatão – lésbicas no século XX às 19h

[29/08-TER] Roda de conversa anti-carcerária: situação de lésbicas y mulheres encarceradas por legítima defesa às 19h

[30/08-QUA] Cine: “Eu, Olga Hepnarová”* (2017) às 19h

[31/08-QUI] Cine: “Bound – Ligadas pelo Desejo”* (1996) às 19h

*os títulos são sujeitos a modificação

[01/09-SEX] Varieté Artística (palco aberto) + fogueira + música às 19h
[Traz tua performance, tua poesia, tua música, teus malabares, tua arte ou não-arte y vem dançar em volta da fogueira tomando aquela cachacinha artesanal pra celebrar o fim da II Semana da Visibilidade Lésbica!]

>> JANTAR BENEFICENTE À OKUPA FIGUERA NO GERMINA – TERÇA 1 DE AGOSTO ÀS 22HRS <<

Nessa terça (1/8) a Figuera vai okupar (rrsrs) o Germina! Vai ter BURGUER DE MORANGA — sem preço! — em solidariedade à reforma do telhado da Figs.
Além do rango delícia também vai rolar uma feirinha e troka de ideia sobre a espaça, tudo ao som ambiente de uma playlist especial das mana.
Vamo dale?

ökupafiguërä

Visualizamos e sentimos na pele que existe uma guerra social. Estamos lutando todos os dias, tentando nos manter vivas e sãs, dentro dessa sociedade capitalista, hierárquica, racista e patriarcal. Esse último braço do sistema opressor apaga, silencia, tenta destruir as mulheres e as pessoas trans, e todos esses braços, juntos, reforçam o que nós queremos destruir: a exploração e a submissão. O patriarcado, nocivo às nossas vivências, dificulta e muitas vezes impossibilita a construção da nossa autonomia, delegando o controle sobre nossas corpas y mentes à ele mesmo. Resolvemos tomar esse espaço de volta, não esperar que nossa liberdade nos seja dada. Não pedimos licença, não negociamos, não “esperamos pelo melhor momento”. Entendemos que para a reconstrução de uma realidade diferente, há que ter coragem e força para fazer agora. Decidimos nos organizar entre nós, priorizar nossas questões e especificidades. Cansadas de atender as demandas dos homens e fazer parte de seus conflitos, decidimos mudar de rota para não mais submeter-nos ao apagamento e silêncio sobre o que vivemos. Protagonizamos nossas experiências e percepções de mundo, e entendemos como indispensável um espaço que se preocupe em ouvir y compreender essa luta. Mais que isso, espaços que potencializem nossas vivências.
A figueira surgiu em março de 2016. Um rompimento das portas e janelas, a construção de uma alternativa entre as alternativas. Adentramos esse espaço também porque ele estava ocioso, abandonado, sem gente a viver nele. Acreditamos na possibilidade de cada indivídux dentro e fora da cidade de agir diretamente a favor daquilo que acredita. De caminhar em direção ao seu instinto de liberdade, sem esperar de algum tipo de política de representatividade partidária, ou esperar pelos macetes da “democracia” para agir no presente. Atualmente, existem 40 mil casas abandonadas em Porto Alegre; e se existem tantas pessoas sem casa, como há tanta casa sem gente?
Também precisamos psicologicamente de um espaço para viver a autonomia, a autogestão, a coletividade, para nos fortalecer, nos organizar enquanto indivíduxs, e enquanto coletividade, fazer arte (ou não-arte), apoiar-se mutuamente. Coisas que muitas vezes nos foram negadas, ou nem sequer possibilitadas. E queremos continuar movimentando o espaço para que outrxs possam também ter a possibilidade de vivenciar esse tipo de experiência, nos fortalecermos juntxs. É impressionante o fato que não sabemos de nenhuma outra ocupação separatista (exclusiva para mulheres e pessoas trans) nesse vasto território que chamam Brasil. Queremos expandir a potência de destruição/reconstrução da vivência separatista para muito além do espaço físico que habitamos; que esse primeiro espaço ocupado entre tortas-monstrans-manas seja apenas a fagulha desse fogaréu.

– Apoio-mútuo, ajuda y suporte
Sabemos o quão difícil é viver o externo, o sistema. Assim, também observamos muitxs manxs que não têm algum lugar onde se refugiar, não têm onde cair. A figuera é um lugar que busca e tenta ser um espaço seguro para as manas y manes, tentando e aprendendo a não reproduzir aspectos sistemáticos de opressão. Além do espaço físico, também é um coletivo, e nos apoiamos mutuamente, todos os dias compartindo nossos anseios, nossas revoltas, nossos processos, e nos propomos a receber outras manas y manes, sempre buscando respeitar suas experiências y percepções. Todxs somos seres singulares, diferentes, irregulares; e acreditamos na potência do conflito, afinal, não somos y nem queremos ser massa uniforme.
Como retomamos nossa vida de volta, sem construir a nossa autonomia? A baia é um espaço precário, que necessita de reformas constantemente, então não é um lugar exatamente cômodo. Nós nos organizamos horizontalmente, sem patrão ou patrocínio; nos autogerimos, resolvemos nossos problemas com as nossas mãos, com os nossos braços e com as nossas cabeças. Todas as pessoas que transitam o espaço contribuem ativamente para a manutenção dele e fazem com que ele exista todos os dias. Essa forma de se organizar possibilita a resolução dos nossos problemas de outra maneira pra além do dinheiro.
Acreditamos no que as manas y manes, monstras possam fazer para cambiar suas vidas e suas formas de ver e experenciar as coisas. Acreditamos na alternativa à esse sistema, e queremos fazer agora. Porque sim, conhecemos a brutalidade da civilização hetero-capitalista-patriarcal desde nossos corpos, e não aceitamos a limitação da categoria de vítimas desse sistema. Não estamos inertes, e buscamos a propagação da movimentação que buscamos. Somos agentes da contrução do que queremos viver. Te convidamos.

[CINE FIGUERA] Adiado!

Manas! Por motivos técnicos o Cine Figuera (filme “Get Out”) de hoje foi adiado para o próximo sábado, dia 17 de junho. Foi mal o imprevisto y esperamos vocês semana ke vem x)

ATIVIDADES DE MAIO/JUNHO

[CINE FIGUERA] PROGRAMAÇÃO DE ABRIL

CORREÇÃO: “Muito Além do CIdadão Kane” vai ser exibido dia 17/04 (abril), não 17/10!

AVISO DE GATILHO: Os títulos do Cine Figuera geralmente tratam de temas fortes, entre os quais estão racismo, lesbofobia, transfobia, exploração, elitismo, violência patriarcal, violência policial, etc.

O CineFig de abril vem só com títulos locais (‘brasileiros’) e temáticas bem variadas, como sempre a partir das 19h nas segundas-feiras. Não sabe onde é a Figuera? Manda um email pra figueira@riseup.net que a gente te explica! Agora, confere aí as sinopses do que vai rolar em abril:

03/04: “ESTAMIRA” (documentário, 2005, 120 min)

Estamira Gomes de Sousa. Estamira. […] Ela é, antes de tudo, uma representação da verdadeira humana em seu ser caótico. […] Suas palavras depõem contra o egoísmo humano, o proselitismo vazio das religiões, a intolerância, a falta de inteligência dos homens, a injustiça social dentre tantos outros temas de sua obra. Esquizofrênica. Não se cala, e dá lições ao mundo de que é possível se viver da melhor maneira, ao passo em que somos capazes de reinventar a própria vida.

10/04: “CASA GRANDE” (drama, 2014, 114 min)

“Casa Grande” retrata a história de Jean, um adolescente de classe alta que entra em contato tardio com o ‘mundo real’ através de Luiza, uma colega que abre seus olhos para as contradições dentro e fora da casa grande.
17/04: “MUITO ALÉM DO CIDADÃO KANE” (documentário, 1993, 90min)
Esse documentário denuncia o monopólio da informação e do uso político deste, exercido no Brasil pela mídia em geral e pela Rede Globo em particular. O título busca associar Roberto Marinho, considerado o marechal civil do golpe de 1964, ao personagem de Orson Welles, protagonista do filme “Cidadão Kane”.
24/04: “AS JUSTICEIRAS DO CAPIVARI” (documentário curtametragem, 2002, 10min) + VERA (drama, 1987, 95min)
As justiceiras do Capivari são um grupo de mulheres que tomou a frente na luta armada contra estupradores, na Baixada Fluminense (RJ).
“Vera” conta a trajetória real de Anderson Herzer, um poeta transgênero que esteve preso na antiga FEBEM.

ANIVERSÁRIO DA FIGUERA: 1 ANO OKUPANDO Y RESISTINDO

Quase aos fins de março do ano de 2016, sem pedir licença ou permissão pra ninguém, nasceu a okupa Figuera. Criou-se contra a apatia da civilização, contra os ataques constantes do patriarcado, contra a resignação geral na cidade, resistindo para existir. Ao longo desse tempo, muita coisa mudou no espaço físico e na subjetividade dos seres que a habitam ou já habitaram; foram muitas atividades movimentadas, oficinas, trokas de ideia, muito fogo e muita água já rolou por essa espaça que está prestes a completar 1 ano de vida. E muito mais ainda tá pra rolar! Enquanto a justiça dos homens ameaça a Figuera com um possível desalojo, nós celebramos sua (r)existência com uma semana de atividades. Chega aí!

13/03: SEGUNDA-FEIRA

16h: Karaokê
19h: Cine Figuera: “Nunca Fui Santa” (clique no título para ver a sinopse)

15/03: QUARTA-FEIRA

13h às 18h: Oficina de serigrafia com telas da Figuera. Traz tua camiseta pra telar!

20h: Desenho com modela viva. Traz tua caneta/lápis!

17/03: SEXTA-FEIRA

16h: Sarau/Slam (poesias autorais faladas e performadas, sem competição só emoção =p)

18h: Roda de RAP freestyle

20h: Palco aberto (pra música, malabares, teatro, dança, performances, poesias…!)

Nisso tudo, vai ta rolando um rango vegan à contribuição espontânea.

18/03: SÁBADO

20h: FESTA!! Vai ter bolo, parabéns e cachaça artesanal!

19/03: DOMINGO

Almoço coletivo de celebração. O preparo do rango começará a partir das 11h30, o horaŕio a ser servido é indefinido 😛