\\ ANTI-DESALOJO //

ANTI-DESALOJO

Ocupamos a Figueira em março de 2016. Não pedimos licença para adentrar esse espaço, recuperamos o que nos foi tirado, que é a possibilidade de reconstruir a nossa autonomia, de reconstruir nossa vida de uma maneira que não está comprometida com o sistema.
No 6º mês seguinte, recebemos uma intimação e um processo judicial foi colocado contra nós, de reintegração de posse.
A casa estava evidentemente abandonada, largada, sem função social alguma. Demos vida ao espaço, construímos atividades, muitas pessoas passaram pelo espaço, arrumamos a estrutura, energizamos, movimentamos.
Criamos uma alternativa à realidade existente. Depois de 2 anos e 7 meses de ocupação, e depois de todo um trâmite no jogo da justiça, no jogo dos opressores,  estamos chegando perto do final de um ciclo.

Não sentimos que essa é uma derrota, pois o tempo que estivemos construindo esse espaço foi muito importante e enriquecedor na vivência de cadx manx que esteve aqui e contribuiu para que ele exista.
Para nós, a existência de um espaço separatista (ainda até hoje não tivemos notícia de outra ocupação com essa proposta no território que chamam de brasil),  é uma resistência na civilização patriarcal, e o processo de desalojo em uma sociedade que visa a propriedade como a coisa mais importante que existe, era questão de tempo. Sabemos da realidade de zonas autônomas temporárias, e demos o máximo para aproveitar o tempo que estivemos habitando essa casa.

Contudo, até o fim seguiremos resistindo, seguiremos ocupandoseguiremos fazendo atividades e nos fortalecendo juntxs, até o dia em que a polícia chegue e nos imponha essa saída.

Convidamos a todxs, manas, mulheres e homens trans, sapatonas (que não necessariamente se identificam como mulheres) a vim fortalecer esse espaço inclusive nesse momento de encerramento de um ciclo; a chegar para compartilhar conosco, a propor atividades, a colar para visitar, e para celebrar a nossa existência resistente à essa sociedade racista, capitalista heteropatriarcal.

“Se desalojam nossos sonhos,
okuparemos seus pesadelos.”

ATIVIDADES FIM DE MAIO/INICIO DE JUNHO



23/mai/qua/16h:
oficina de dadaismo livre

24/mai/qui/14h: grupo de estudos e pratica de autodefesa com armas artesanais

28/mai/seg/16h: oficina de confecção de flautas transversais com bambu

07/jun/qui/19h: oficina de canetões artesanais

14/jun/qui/19h: roda de conversa “Negritude & sexualidade” – exclusiva para negras

///ESPAÇO EXCLUSIVO PARA MULHERES, SAPATÕES E HOMENS TRANS///

// CICLO DE CINE DEBATE ANTI ESPECISTA // 21/03 // 28/03 // 04/04 // SEMPRE ÀS 19HRS //

// CICLO DE CINE DEBATE ANTI ESPECISTA //

ATENCAO!!!!! O SEGUNDO FILME |CARNE E OSSO| ACONTECERÁ EXCEPCIONALMENTE NA QUINTA FEIRA 29.03!

DIA 21/03: TERRÁQUEOS

O filme mostra como funcionam as fazendas industriais e relata a dependência da humanidade sobre os animais para obter alimentação, vestuário e diversão, além do uso em experimentos científicos. Compara o especismo da espécie humana com outras relações de dominação, como o racismo e o sexismo. Faz estudo detalhado das lojas de animais, das fábricas de filhotes e dos abrigos para animais, assim como das fazendas industriais, do comércio de peles e de couro, das indústrias da diversão e esportes, e finalmente, do uso médico e científico. Utiliza-se de câmeras escondidas para detalhar as práticas diárias de algumas das maiores indústrias do mundo, todas visando o lucro com a exploração dos animais. (…)
O documentário tem o mérito de promover um deslocamento da centralidade do homem, colocando-o como igual a todos os animais, seja por sermos todos terráqueos, ou pelo reconhecimento das possibilidades de expressão e sensação dos animais, isto é, todos igualmente reagimos à dor, ao frio, à fome e expressamos isso.

DIA 29/03: CARNE E OSSO (BRASILEIRO)

O documentário Carne e Osso retrata a realidade dos trabalhadores de frigoríficos brasileiros. São histórias de quem trabalha lado a lado com o risco, com a dor, com a falta de sentido e com o descaso de seus empregadores. Do ponto de vista da administração, o tempo todo é possível ver a influência das teorias clássicas da administração. Dá para ver claramente que as pessoas não são o foco dessas empresas. A ênfase é a produção, até a conversa entre os funcionários é reprimida. Os trabalhadores dos frigoríficos passam sua vida atrás de esteiras, que ditam o ritmo de seu trabalho, fazendo com que o homem se adaptem à máquina – robotização do homem. Essas pessoas repetem as mesmas atividades dia após dia. São tarefas repetitivas, como a desossar frangos. Os movimentos são previamente estudados, controlados e padronizados (são cerca de 3 vezes mais movimentos por minuto que o limite seguro), e a busca pelo aumento da produtividade e as péssimas condições de trabalho são queixa constante ao longo do documentário. “Eles querem aumentar mais ainda a produção sem aumentar o número de funcionários e sem pagar hora extra”, reclama um deles. Problemas como tendinite, dores musculares, doenças mentais, depressão são muito mais comuns nesses ambientes. As chances de acidente de trabalho são mais que triplicadas. E os médicos das empresas, acabam, muitas vezes, sendo negligentes com a gravidade dos problemas relatado pelos funcionários. Deixando com que a situação chegue ao ponto de ser irreversível. Segundo os funcionários, quando a empresa percebe os problemas de saúde, dá um jeito de mandar embora. E o maior problema é que, com os problemas de saúde, outras empresas já não querem mais contratar, fazendo com que a única opção para essas pessoas – com pouca instrução – seja o trabalho informal. A alienação é apenas uma das consequências. A tarefa é executada pela simples falta de escolha; não se tem controle nenhum sobre o trabalho.

DIA 04/04: BEHIND THE MASK (“POR TRÁS DA MÁSCARA”)

“Por Trás da Máscara”, a história das pessoas que arriscam tudo para salvar animais” revela os bastidores da ALF, Animal Liberation Front. Foi realizado pela advogada defensora dos direitos animais, Shanon Keith, que passou três anos registrando, entrevistando e editando o filme. Sua intenção é combater as perseguições que a mídia faz ao movimento dos direitos animais. Impactante é um termo insuficiente para descrever a recepção ao filme.

A Frente de Libertação Animal (ALF) é o conceito que une ativistas dos direitos dos animais que usam a ação direta para libertar animais, o que inclui resgatá-los de locais onde estão presos e maltratados ou aguardando a hora de serem mortos. A ALF também prega o boicote econômico a todas as formas de exploração de animais. Qualquer ação direta que promova libertação e que “toma toda precaução razoável para não pôr em perigo vidas de qualquer tipo” pode ser reivindicada como feita pelo ALF, desde que consistente com os objetivos da organização.

Os ativistas da ALF são um modelo de luta sem líderes. As células do grupo, atualmente ativas em mais de 35 países, operam clandestinamente e independentemente uma das outras. Uma célula pode consistir em uma só pessoa. Robin Webb, do Reino Unido, tem uma frase sobre este modelo de ativismo: “… a ALF não pode ser destruída, não pode ser infiltrada, não pode ser parada. Tu, todos e cada um de vocês: vocês são a ALF”

 

SEMPRE ÀS 19HRS

// espaço exclusivo para mulheres, sapatonas y homens trans//

// GRUPA DE DEBATES EXCLUSIVO PARA LÉSBICAS // 18/03 // 18H

 

Dia 04/03 iniciamos um ciclo de debates exclusivo para lésbikas na figueira. De 15 em 15 dias nos reuniremos para debater diferentes temas relacionado a essa especificidade, organizando-nos politicamente para lidar com todas as questoes que permeiam essa vivencia. 

Nesse dia, 18/03, o tema da vez são os diferentes canais de organização política lésbica. Quais são os caminhos/táticas/práticas políticas que contemplam as nossas necessidades. É o caminho institucional? É o caminho da autonomia? É o caminho da individualidade? É o caminho da coletividade? Como podemos nos organizar melhor dentro disso? Como se articular enquanto lésbicas para combater a heteronormatividade? São várias as questoes que permeiam esse assunto, e necessário se faz o reconhecimento dessas organizaçoes para melhor entendermos como nos organizamos.

 

Convidamos todas as lésbicas para somarem junto nesse debate, as 18hrs, trazendo suas vivencias, suas experiencias, suas ideias, suas práticas para compartilhar. Juntas somos muito mais fortes!!

vamoooooo!

 

 

[FEVEREIRO] ATIVIDADES

[GRUPO DE ESTUDOS] “O Calibã y a Bruxa”, de Silvia Federici. 19h, terças.

20/2: últimos cinco tópicos do primeiro capítulo

27/2: primeiros cinco tópicos do segundo capítulo

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[FOGUEIRA E SARAU] Ritos de Lua Nova. 15/2, quinta, 20h.

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[CINEDEBATE ANTICOLONIAL] sempre às 19h, quartas.

14/2: “Feminismo negro decolonial”, palestra de Ângela Davis

21/2: “Martírio”, documentário sobre a historicidade da luta Guarani-Kaiowa

28/2: “Escolarizando o Mundo”, documentário sobre a colonização por meio das escolas.

// ATIVIDADES E ESPAÇA EXCLUSIVAS PARA MULHERES, SAPATÕES E HOMENS TRANS // CRIANÇAS SÃO SEMPRE BEM-VINDAS //